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Com 116,7 mil moradores, Asa Norte tem apenas um posto de saúde para vacinas


Em meio a um surto de febre amarela, a Asa Norte, em Brasília, tem apenas um posto de vacinação disponível. Segundo a última pesquisa da Companhia de Planejamento (Codeplan), a área tem 116,7 mil habitantes.

A Secretaria de Saúde informou que, em maio de 2016, o governo fechou os outros três postos de vacinação que havia na região para "possibilitar um maior número de servidores no atendimento à população, com horário maior de funcionamento, das 7h às 18h”.

Ainda de acordo com a pasta, os moradores da área podem buscar os postos de saúde da Vila Planalto, Cruzeiro, Lago Norte e Varjão.

Filas

O servidor público Eugênio Câmara Costa contou que foi levar a filha de 4 meses para tomar as vacinas de rotina e teve sorte de esperar “somente” uma hora e meia. Outros amigos que estão passando pelo mesmo problema com filhos pequenos disseram a ele que a espera foi de três horas.

“Todos os pais que eu conheço estão passando pelo mesmo problema. A pessoa perde uma manhã inteira de trabalho para vacinar o filho. Nessa idade, todo mês tem que ir no posto de vacinação.” A situação porém, segundo ele, não é recente, nem se deve à intensificação da vacinação contra febre amarela.

Antes dos casos de febre amarela eclodirem principalmente em Minas Gerais e o governo decidir intensificar a imunização da população, inclusive no Distrito Federal, Costa tinha ido ao posto e sempre encontrava fila de no mínimo 20 pessoas esperando.

“Essa situação vem a partir, mais ou menos, de outubro. E não tem preferencial, é tudo por ordem de chegada. Não distribuem nem senha”, contou o servidor. Costa afirmou que quando sua filha mais velha nasceu, em 2013, a situação era diferente.

“Naquela época você dividia essa população da Asa Norte em vários locais. Agora como fecharam todos os postos, todo mundo só tem o da 208 para ir. Se você for lá agora, posso afirmar que vai estar uma fila impressionante.”

O servidor contou que as pessoas ficam em pé esperando no posto, inclusive idosos e crianças, porque não há lugares para todos ficarem sentados. “É um espaço de 30 metros quadrados, que vira uma estufa. Se você sai e vai para o estacionamento perto das árvores, você perde o seu lugar”.

Postos

A pasta afirma que o Distrito Federal possui 123 salas de vacinação e que atualmente apenas três estão fechados por reformas: os centros 11 de Ceilândia, o 8 do Gama e a Unidade Básica de Saúde nº 4 do Caub, Riacho Fundo.

Em 19 de janeiro, confirmou a primeira morte por febre amarela registrada na capital em 2017. Segundo a Secretaria de Saúde, o paciente contraiu a doença em Minas Gerais e viajou para Brasília na sequência. Exames toxicológicos confirmaram a presença do vírus, de acordo com a pasta.

A doença

A doença é transmitida pela picada de mosquitos silvestres e pelo Aedes aegypti -- que também transmite dengue e febre chikungunya. O período de incubação do vírus varia de três a seis dias.

Os sintomas se parecem com os de uma gripe. Além de febre, há amarelão na pele e nos olhos, dores de cabeça e no corpo e calafrios. O vírus pode ainda atacar fígado e rins, provocando crise de vômito e diarreia. Em estágio grave, o paciente pode deixar de urinar e apresentar sangramentos e confusão mental.

Quem apresenta os sintomas deve procurar um médico e relatar se viajou nos 15 dias anteriores para áreas de mata ou próximas a rios. O indicado é permanecer em repouso e fazer reposição de líquido.

Em 1º de fevereiro, o Ministério da Saúde divulgou um balanço dos registros de febre amarela no país durante o mês de janeiro. Foram 857 casos notificados, destes 149 confirmados e outros 667 estão em investigação.

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Andre Lima

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